Mae filipe

Familiares, amigos, professores e estudantes do curso de Direito da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e da Faculdade de Ciência Aplicadas e Socais de Petrolina (FACAPE) percorreram as principais ruas de Juazeiro nesta quinta-feira (22) pedindo justiça e celeridade nas investigações policiais sobre a morte trágica do jovem Filipe Kupi que aconteceu no último domingo (19).

Segundo informações de familiares, Filipe foi atropelado por um automóvel em alta velocidade, nas proximidades do terminal de ônibus de Juazeiro, quando atravessava uma faixa de pedestre. O jovem não resistiu aos ferimentos e faleceu no local do acidente. O condutor do veículo não prestou socorro à vítima e fugiu do local do crime.

Com exclusividade, o programa Geraldo José, desta quinta-feira (22), conversou com o advogado da família Murilo Ricardo Silva, que explicou como está o andamento das investigações sobre a morte do estudante.

Nós temos informações prestadas por pessoas que representam uma fonte segura. O possível suspeito passou a excluir suas mídias sociais e não veio a público negar o fato. As informações que temos é que essa pessoa iria se apresentar hoje na Delegacia de Polícia Civil. Falta uma investigação que seja verdadeiramente eficaz para que se colham elementos necessários ao indiciamento do suspeito e por conseguinte seja aberto um processo judicial, no qual será apurada a responsabilidade”, declarou o advogado.

 

Murilo Ricardo esclareceu ainda que as imagens de uma câmera localizada no local do acidente já foram liberadas para a polícia. “O setor responsável da Prefeitura Municipal de Juazeiro já nos informou que as imagens foram cedidas a delegada que investiga o caso, mas segundo a informação prestada, em extra audiência com o Procurador-Geral do município, só foram liberadas as imagens de uma das câmeras do local do acidente. Mas há diversas outras câmeras e públicas que pertencem ao sistema de monitoramento da prefeitura e nós já pedimos o esclarecimento do não fornecimento das imagens dessas outras câmeras”, frisou.

A mãe da vítima, Margarida Lima, muito emocionada, lembrou como era o comportamento do estudante. “Filipe era um menino que gostava de viver e ele foi interrompido nos seus 19 anos. O que me conforta é o legado que ele deixou. Não tenho ódio no meu coração, por que ele só dava amor. Eu só quero justiça para não acontecer mais e mais. Vou dar continuidade ao legado de Filipe. Eu o vejo em cada um desses meninos o meu filho Filipe. Eu como mãe peço a essa mãe que peça a seu filho que se apresente”, disse.

A presidente do Diretório Acadêmico do curso de Direito da Uneb, Sara Norberto, afirmou que “novos manifestos serão feitos, caso a polícia não apresente uma resposta concreta sobre o crime. Nosso intuito é chamar a atenção do Estado e mostrar a sociedade quantos jovens já morreram no trânsito e quantos poderão ser vítimas também. O trânsito em Juazeiro é caótico e a falta de respeito é gritante. Em Petrolina se tem um comportamento e em Juazeiro é outro. Tem que haver fiscalização, lombadas, redutores de velocidades e mais fiscalização das autoescolas. Esse não será o último manifesto.  Enquanto não obtivermos uma resposta da polícia, do Estado, e também em relação a mudanças no trânsito de Juazeiro, outras manifestações serão realizadas”, pontuou a estudante.

Repercussão do Caso

A repercussão da morte de Filipe Kupi tem tomado as redes sociais e uma suposta identidade do suspeito foi revelada em um site de relacionamento.

Em uma das publicações, uma usuária afirma que “infelizmente a vida dos jovens se cruzaram de forma trágica, mas nós amigos de *******, o jovem que está envolvido no atropelamento, viemos através desse comunicado pedir que parem de difamar tanto ele quanto a família. Sabemos que a dor da morte é grande, sei que vocês querem explicações, mas pedimos encarecidamente que não falem o que vocês não sabem, vocês não conhecem, não convivem pra poder falar coisas ABSURDAS. Gente, cada história que inventam que ficamos estarrecidos com a língua maldosa das pessoas”.

A mesma usuária ainda expõe que “A família não é influente (se fosse … seriam ricos e todos teriam emprego), eles não estão dificultando as investigações até porque estão em estado de choque com o acontecimento, e ele não é filhinho de papai até porque o pai dele já faleceu e a mãe dele que é pai e mãe ao mesmo tempo. Ele vai sim responder pelo acontecido, ele não teve culpa, muito MENOS que atropelou porque quis. Foi uma fatalidade. A JUSTIÇA vai resolver isso e esclarecer tudo. NÓS PEDIMOS QUE POR FAVOR PAREM DE JULGAR SEM PELO MENOS CONHECER”.

Da redação Alinne Torres/ Fotos Geraldo José, Blog do Geraldo José