dengue

Walterley, boa noite.
Primeiramente gostaria de pedir sigilo absoluto da minha identificação a respeito das informações que transmitirei através deste canal em virtude do risco de perseguição política que poderei sofrer e também por fazer parte como funcionário deste setor.

Resumindo:
A prefeitura municipal de Jaguarari, através da secretaria municipal de saúde, realizou em 2010 em conjunto com secretaria estadual de saúde um concurso público para agente de combate as endemias (dengue, leishmaniose, esquistossomose e chagas) com a previsão de 48 vagas com validade de 1 ano. O concurso foi homologado em 8 de novembro de 2010, validade até 8 de novembro de 2011. Porém o prazo venceu em 8 de novembro de 2011 e o prefeito Antônio Nascimento não chamou ninguém e o pior, de forma ilegal prorrogou por mais 1 ano (até 8 de novembro de 2012) o concurso, mas mesmo assim não contratou todas as 48 pessoas aprovadas para ocuparem as 48 vagas que estavam prevista em edital (lei absoluta do concurso público). Aconteceu que o prefeito citado convocou em março de 2012 apenas 3 aprovados no concurso, em maio do mesmo ano mais 3 e posteriormente já findando o prazo para convocações em virtude da lei eleitoral foi que ele convocou mais 14 candidatos. Aconteceu que neste período estes 20 agentes convocados ficaram recebendo sem fazer o seu trabalho porque a prefeitura deveria, através da dires, realizar o treinamento prático para que só depois eles fossem realizar o trabalho em campo. Pois bem, este curso aconteceu apenas em 25 de fevereiro de 2013 com término em 22 de março do mesmo ano. O revoltante é que desde esta data que estes agentes estão parados no setor de endemias porque não tem material de trabalho nem para eles e nem para os 28 agentes que já estavam concursados da gestão passada. Hoje pra você ter uma ideia da gravidade da situação e do risco que corre a população de Jaguarari é tão grande que não se deve nem pensar nesta hipótese.
Explicando tecnicamente aconteceria assim: a OMS (Organização Mundial da Saúde) considera aceitável o IIP (índice de infestação predial) considera os seguintes dados: 1. De todos os imóveis inspecionados pelos agentes de combate as endemias a porcentagem de positivos (casos em que há larvas do mosquito aedes aegipti) tem que ser Inferiores a 1%: para ser considerado em condições satisfatórias.

2. De todos os imóveis inspecionados pelos agentes de combate as endemias a porcentagem de positivos (casos em que há larvas do mosquito aedes aegypti) ficarem entre 1% a 3,9%: estão em situação de alerta.

3. De todos os imóveis inspecionados pelos agentes de combate as endemias a porcentagem de positivos (casos em que há larvas do mosquito aedes aegypti) e se este índice for Superior a 4%: há risco de surto de dengue.
Porém em Jaguarari, tanto na sede quanto na zona rural (Pilar, Gameleira, Santa Rosa, Juacema, Flamengo) os índices são alarmantes por conta da falta de respeito da secretaria de saúde na pessoa da senhora Izabella Priscila (nora do prefeito) que não compra material de trabalho há mais de 1 ano. Desde de dezembro de 2011 que ela vem afirmando que enviou a ordem para o setor de licitação e até hoje nenhum material foi adquirido e a população de Jaguarari correm sério risco de um forte surto da doença, não só a dengue como as demais: calazar, barriga d’água, doença de chagas e dengue hemorrágica.
Vamos aos números alarmantes do IPP )índice de infestação predial):
Sede (Jaguarari): 11,17% na média e bairros com IPP acima de 29,5%.
Pilar: 9,8%.
Santa Rosa: 7,3%.
Gameleira: 6,12%.
Flamengo:11,05%
Juacema: 5,1%
Walterley, não tivemos ainda um surto severo de dengue aqui em Jaguarari, porque os mosquitos da dengue ainda não encontraram uma pessoa contaminada com o vírus da dengue (já que pra transmitir a dengue o mosquito precisa chupar o sangue de uma pessoa contaminada com o vírus), mas no momento em que alguém vindo de outra cidade portadora do vírus chegar aqui com certeza poderemos ter uma quantidade imensa de pessoas contaminadas e podendo até levar para Bonfim e região esta doença.