Jacobina aparece na décima quarta posição do Ranking negativo dentro do Mapa da Violência 2013. Pesquisado explica que crescimento econômico atrai a criminalidade

Bahia tem 7 de 20 cidades com mais mortes por armas de fogo, diz estudo

Tatiana Maria Dourado Do G1 BA

Simões Filho, Lauro de Freitas, Porto Seguro e Eunápolis estão entre as dez cidades onde mais ocorreram assassinatos por arma de fogo no país entre os anos de 2008 e 2010, de acordo com os dados do Mapa da Violência, pesquisa promovida pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela) e pela Flacso Brasil, cujos dados foram divulgados na noite de quarta-feira (6). Ao total, a Bahia possui sete locais com maiores índices de mortalidade entre as 20 cidades brasileiras com grave incidência da violência.

Por mais um ano, Simões Filho, cidade na região metropolitana de Salvador, figura na primeira colocação do ranking de 100 municípios com mais de 20 mil habitantes que possuem maiores índices de mortes por arma de fogo. Com uma população estimada em 118 mil no ano de 2010, a cidade registrou 180 assassinatos, com média de 141,5 casos desde 2008, segundo dados do Mapa. Na terceira colocação, depois de Campina Grande do Sul, no Paraná, está a cidade de Lauro de Freitas, também vizinha à capital baiana, onde ocorreram 173 crimes, com média de 106 nos três anos de análise.

O próximo município baiano que aparece na lista é Jacobina, ao norte da Bahia, com média de 81,4 mortes, na 14ª posição. Por fim, Dias D´Ávila, com média de 71 mortes, alcança a 19ª colocação do ranking da violência.

Mapa da Violência na Bahia 2013 (Foto: Pesquisa Mapa da Violência 2013/Reprodução)Lista elenca as 20 cidades mais violentas por arma de fogo. Bahia está presente com sete municípios.
(Foto: Pesquisa Mapa da Violência 2013/Reprodução)

O professor Julio Jacobo Waiselfisz explica que o estudo é realizado com base nos atestados de óbito do Ministério da Saúde, dados populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e de mortalidade da Organização Mundial de Saúde (OMS). Para ele, a onda de violência registrada nos últimos anos na Bahia pode ser justificada pelo desenvolvimento do estado, o que comumente atrai um fluxo populacional mais intenso e, consequentemente, a criminalidade.