Os moradores do município de Jaguarari, localizado no norte da Bahia estão espantados com os constantes e inexplicáveis gastos da atual gestão com contratações e dispensas de licitação com objetos em sua maioria das vezes desnecessários. Após os escândalos dos gastos com aluguel de carros (quase 900 mil reais por dois meses), contratação de empresa de segurança (450 mil por dois meses, sendo prorrogado por mais dois meses totalizando 900 mil reais), entre outros desperdícios. Desde o início do Governo “Cuidando da Nossa Gente, desde que Seja Parente” os servidores sofrem com perseguição, a bola da vez são os professores que estão vendo seus direitos sendo retirados sem poder fazer nada contra. Mas existem exceções, alguns Diretores estão recebendo salários semelhantes aos de secretários. Porque pra alguns tantos e pra outros nada?

A bomba da vez se refere ao gasto absurdo com a contratação de minimercado para fornecimento de material de limpeza, limpeza hospitalar, higiene pessoal e descartável para atender a secretaria de saúde no valor de R$ 330.627,90 (trezentos e trinta mil reais, seiscentos e vinte e sete reais e noventa centavos).

Outro golpe nas contas públicas se refere a contratação de empresas para a prestação de serviços “complementares” especializados de apoio à saúde no valor de R$ 18.257.480,04 (Dezoito milhões, duzentos e cinquenta e sete mil, quatrocentos e oitenta reais e quatro centavos).

O que causa espanto e revolta da população é que como uma cidade que precisa receber cestas básicas da Mineração Caraíba para fazer doação a famílias em situação de vulnerabilidade. Ao que parece o município não tinha dinheiro ou interesse em adquirir os alimentos. Vale ressaltar que nesses quase sete meses de governo os alunos da rede municipal não recebem o kit merenda. Um absurdo! Mas para fazer um contrato no valor de mais de R$ 18 milhões apenas para a saúde. Será de existe um contrato nesses moldes e com valores parecidos nos demais municípios da região?

No caso do minimercado o fato intrigante é que curiosamente os proprietários do estabelecimento vencedor da licitação foram fieis apoiadores do atual prefeito durante a campanha eleitoral. Fato que se repetiu anteriormente com um outro comércio que também venceu outra licitação no qual seu proprietário fez vídeo declarando apoio ao atual gestor.

Agora a pergunta que não quer calar: houve realmente um pregão presencial? Como e quando foi esse pregão? Quais foram as empresas que participaram para esse mercadinho ganhar?