Depressão: “o mal do século”

Paula Bezerra-Psicóloga

Em vistas do aumento no número de casos de depressão, torna-se relevante apresentar este assunto para informar às pessoas sobre um problema mundial, que há tempos vem sendo considerado “o mal do século”.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, a depressão (ou transtorno depressivo maior) é a quarta principal causa de incapacitação, sendo que aproximadamente uma em cada cinco pessoas no mundo apresenta o problema em algum momento da vida.
É caracterizada pela perda ou diminuição de prazer e interesse pela vida, não apresentando um motivo evidente, em alguns casos. Atingindo pessoas de qualquer idade, embora seja mais frequente no sexo feminino, a depressão é fruto de desequilíbrios na bioquímica cerebral, como a diminuição na oferta de neurotransmissores como a serotonina, ligada à sensação de bem-estar. A depressão também é classificada de acordo com a sua intensidade: leve, moderada ou grave.
Seus principais sintomas são: humor depressivo, ansiedade, angústia, desânimo, cansaço fácil, medo, insegurança, baixa autoestima, ideias de culpa e fracasso, desejo de morrer, dificuldade de concentração, perda ou aumento de apetite, entre outros. A prevenção pode ser feita a partir de: exercícios físicos, arte-terapia, alimentação saudável, qualidade do sono, entre outros.
Podendo durar semanas ou anos, na maioria das vezes, o tratamento é feito em conjunto pelo psiquiatra e pelo psicólogo. Há diversos medicamentos antidepressivos, e o médico escolherá o mais indicado para o paciente. O acompanhamento psicológico, que buscará levantar as causas do problema e como ele poderá ser desmontado, é muito importante, pois a medicação pode demorar um tempo para fazer efeito.
Na psicoterapia, uma das mais utilizadas para o tratamento é a abordagem cognitivo-comportamental, que identifica conflitos e auxilia o paciente a superar a depressão. Além da intervenção profissional, é crucial o apoio familiar para que o paciente tenha a segurança necessária para vencer o problema.
Depressão não é frescura, não é besteira. O paciente precisa ser ouvido e orientado. Depressão é coisa séria. Fique atento aos sinais e procure ajuda!
Paula Bezerra – Psicóloga CRP-03/9980. Especialização em Psicologia do Trânsito. Contato: paula.psique@hotmail.com