Guerra de espadas foi transformada em patrimônio cultural da cidade

Porta teria sido danificada por policiais durante cumprimento de mandado (Foto: Leitor VN / Divulgação)

Breno Cunha
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Na semana passada, o Ministério Público da Bahia recomendou à prefeitura de Senhor do Bonfim, no norte do estado, que não promova, prepare, apoie ou coopere com a execução da guerra de espadas no município. A medida que desagrada moradores da cidade chegou ao extremo nesta quarta-feira (21). Isso porque a Justiça autorizou busca e apreensão de fogos de artifício e espadas na casa de moradores de Senhor do Bonfim.

Em conversa com o Varela Notícias, o delegado regional, Felipe Néri, explicou que a solicitação para os mandados de busca e apreensão, expedidos pelo juiz Teomar Almeida de Oliveira, foi feita com o auxilio do Ministério Público da Bahia. “Envolve a questão de fogos de artifícios ilegais e espadas”, disse. Segundo ele, foram 11 mandados de busca e apreensão e um de prisão.

 

De acordo com moradores da cidade, que procuraram o Varela Notícias, a polícia chegou às casas alvos de busca e apreensão “com truculência”. Em uma foto recebida pelo VN, é possível ver que o portão de uma residência foi retirado do local para a entrada dos agentes.

Vale lembrar que em maio deste ano a Câmara de vereadores de Senhor do Bonfim aprovou por unanimidade um projeto para transformar a tradicional guerra de espadas, que ocorre durante o período junino, em patrimônio cultural da cidade.

Varela Notícias