Diante da celeuma provocada pela aprovação do Projeto de Lei que altera a destinação dos recursos do leilão recentemente realizado, reservando-se 30% ao  pagamento de dívidas consolidadas, o Prefeito Paulo Machado enviou nota aos blogs da cidade esclarecendo pontos que não ficaram claros na discussão e nas acusações marcadas pela paixão e por interesses pessoais:

“Há elementos de reflexão que não estão sendo colocados para a população bonfinense e que nos cabe expor:

1.    Encontrei menos de 200 mil no caixa do Projeto do Parque pra pagar dívidas à empresa que foi contratada pelo prefeito anterior, sendo que o débito ultrapassava em muito o pouco dinheiro disponível. Já se havia investido mais de um milhão no Parque, dinheiro federal, e se tinha dado à referida empresa mais de 9.000 m2. Sem recursos e sem leilão conclui a pista de Cooper, asfaltei o parque, iluminei e construí novos equipamentos;

2.    Fui obrigado a fazer o distrato com a empresa que prestou um serviço aquém do planejado, passando-lhe mais 9.000m2 e ainda tive de pagar pavimentações que o ex-prefeito não tinha honrado;

3.    No projeto de destinação dos recursos destinamos 35% para obras de infra-estrutura o que incluiria o Parque da Cidade. Perceba-se contudo que no projeto do Parque o ex-prefeito não propôs esgotamento sanitário e sim fossas sépticas;

4.    A pretensão de destinar uma mínima parte ao pagamento de dívidas consolidadas seria uma forma encontrada diante da queda crescente do FPM, de corrigir internamente uma situação desfavorável que vem atingindo todos os municípios do Brasil e não só Senhor do Bonfim. Disto não precisaria se não fosse obrigado a pagar parcelamentos feitos por prefeitos anteriores, inclusive por aquele que hoje arrota excelência administrativa;

5.    O impasse gerado na sessão da última quinta-feira (23) resultou de uma discussão à qual fugiram o Presidente da Câmara e dois fiéis aliados de um candidato a prefeito que preferiram o caminho do boicote à sessão, lá não comparecendo, ao invés de discutir com os pares os seus reais interesses;

6.    O Executivo Municipal não se amedronta diante das ameaças e xingamentos que vem recebendo e já possui provas suficientes para processar os senhores que o ofenderam moralmente ao final da sessão e não recuará em fazê-lo. Seu comportamento não condiz com o epíteto de “homens sérios da sociedade bonfinense”;

7.    Quanto à Lei aprovada, voltei a discuti-la com nossa Procuradoria Jurídica e se confirmarmos que existe Lei Federal que torna proibitiva a aplicação dos recursos da alienação dos terrenos do Parque, nada nos impedirá de retornar o Projeto de destinação ao seu curso original, sem sancionar a Lei por nós enviada como Projeto ao Legislativo Municipal”.