Salvador, 20 de junho de 2012.

 

 

Obras de grande repercussão em fase pré-eleitoral. A verdade por quem conhece um pouco dos serviços de saúde

 

Prezado Repórter,

 

Lendo uma reportagem sobre o grande vulto bonfinense, hora falante e bem distante de tempos atrás, dá a impressão que nosso político, Carlos Brasileiro, ultimamente está com todo o poder junto ao Governo do Estado. Poder este que perpassa por conseguir asfaltamento em toda a cidade, escola de medicina na UNEB e agora o Hospital.

Com o devido perdão da má palavra, mentiras e mentiras não enchem barriga nem olhos da população sofrida da nossa terra, senão vejamos:

01 – O nobre deputado, ainda quando prefeito, tivemos a oportunidade de falar sobre o HDAM e sobre a necessidade daquele estabelecimento de saúde para a região. Do que falamos e, como sempre, nada foi levado em conta, afinal o único cara que sabe pensar em Bonfim chama-se Carlos Brasileiro, qualquer outro que tente ser ouvido, jamais será levado a sério, a arrogância do político não deixa.

02 – Como Secretario da pobreza, em língua regional, não foi capaz de trazer nenhuma obra de vulto para a nossa cidade, servindo-se da terrinha tão somente como residência interiorana. O nobre secretário sempre foi figura distante da população, onde, esta, no máximo, tinha pelo lado do deputado um sorriso ou um afago de mão.

O secretário teve todo este tempo para ajudar ao município, tanto no asfaltamento das ruas da cidade, como na melhoria das condições do hospital, coisa que nunca fez, acredito que como sinal de menosprezo. As suas obras cingiam-se fazer duas ao preço de uma, feitas de qualquer jeito. De escolas ao mercado exemplos físicos estão ai para que não haja desmentido.

Neste tempo, de prefeito de deputado, a cidade de Juazeiro foi eleita como sede macrorregional de saúde e para lá são destinadas verbas que se sobrepõe a mais de 10 vezes àquelas destinadas a Bonfim.

03 – Do tempo em que assumi a direção do Hospital (04.05.2012), nunca tive nenhuma palavra de “procurar saber” ou de incentivo por parte do deputado Carlos Brasileiro, mesmo tendo-o encontrado por várias vezes no bar do Betão. Quando aceitei o convite do Prefeito Paulo Machado para rever a situação estrutural e administrativa do hospital, recebi no dito bar do Betão o sinal de pêsames do Sr. Adilson Brasileiro, debochando do trabalho que poderia ser feito e que, dizia ele, estaria inexoravelmente fadado ao FRACASSO.

04 – Urge dizer que a dita empresa citada pelo deputado Carlos Brasileiro, já esteve aqui anteriormente e desistiu de assumir o hospital, ainda sob a intervenção do Município e com o IBAPS totalmente falido sem poder receber recursos de emendas parlamentares e outras. A propósito, o deputado Amaury fez uma emenda legislativa em favor do IBAPS, mesmo sabendo que aquela entidade não poderia receber recursos e isto para mim é hipocrisia.

05 – Também ressalto aqui a recente decisão do estado em aprovar o PROJETO inicial de um hospital vertical que conteria 5 andares com UTIs, adulta e infantil, TODO ELE CUSTEADO PELO GOVERNO PAULO MACHADO. Nesta empreitada recebi aqui preposto do secretário Solla e, posteriormente, fiz-lhe visita no intuito da aprovação do dito projeto hospitalar. Para quem não conhece os caminhos que levam a feitura do hospital, ressalto que ainda precisamos de mais projetos – elétrico, hidráulico e de gases – com valores aproximados de R$ 200.000,00, a serem custeados pelo Município. O governo do Estado não entra com nenhum dinheiro e a coisa demanda tempo, não se conclui numa entrevista noticiosa.

06 – O pensamento da secretaria estadual é de “arranjar” uma entidade que banque o investimento do edifício, ainda que seja com dinheiro do BNDES e com aval do Estado. Não achando algum louco a fazê-lo, o Estado construiria e aparelharia o hospital, fazendo, posteriormente, a transferência de gestão para uma Mantenedora ou Gestora. Coisa de Pai para Filho.

Em verdade, tudo isto depende de documentos de posse do terreno, coisa que está sob os cuidados da procuradoria do município.

07 – Hoje, após ter tomado posse da administração do HDAM em 04 de maio passado, fizemos reformas administrativas fazemos triagem de pacientes, providenciamos roupas e materiais de trabalho de forma a dar ao Médico o mínimo de dignidade para tocar a sua profissão e o mínimo de dignidade e conforto para o paciente. Enfim modificamos o panorama antigo, atendendo aos necessitados.

De forma ousada fizemos uma revisão elétrica na rede do hospital que achava-se em ponto de incêndio e, melhor ainda, estamos concluindo a instalação de gases ( oxigênio e ar comprimido ) na unidade emergencial, com 12 pontos a serem usados. Antes só tínhamos um ponto e com um cilindro dentro de uma sala. SAMU quando transferia pacientes entubados para aquela unidade era obrigado a deixar os seus equipamento em uso no paciente. Graças a Deus e com mais um pouco de recursos, faremos reforma nas salas cirúrgicas e compraremos equipamentos para nossa emergência que poderá transformar-se em semi-UTIs.

Observo, desta forma, que diminuíram as famosas transferências para hospitais de Juazeiro e Salvador, nossa cidade merece uma medicina melhor, que não um simples ponto de saída de pacientes. O nosso hospital precisa funcionar a contento e com recursos públicos já atinge um porcentual de mais de 90% de SUS.

Em síntese, caro Repórter, está é uma fotografia do hoje, o aqui e o agora, o resto é hipocrisia de candidato em momento pré-eleição. Ser-lhe-íamos muito gratos se ele trouxesse equipamentos para o nosso hospital. Aqui temos médicos e corpo-clinico que merece respeito, não carecemos de empresas de fora para nos ensinar o que fazer a boa saúde. Até onde sei, a medicina transformou-se em negócio e ninguém virá para cá com ares de bonzinhos. O que trará empresas de administração hospitalar para Bonfim será o possível dinheiro a lucrar (ainda que sejam empresas sem fins lucrativos).

 

Humberto Dantas Santiago Júnior

Diretor Administrativo do HDAM