Ricardo Aquino foi o nosso entrevistado nesta Sexta-Feira no Bonfim News e falou sobre questões políticas do grupo e propostas para a cidade, a união de ideias e confirmou que a sua pré-candidatura, uma indicação do seu Partido, e será mantida até finalizar as conversas com a oposição. Ricardo Aquino não descarta também a união na chapa com Correia, “Ele é o líder da oposição, assim como cada membro exerce a sua liderança.Não tenho vaidade política, temos que somar projetos e propostas viáveis para a cidade. Correia e eu temos propostas similares, somos amigos, e temos a mesma preocupação. Se escolhido para compor na chapa com Correia, como Vice, faremos o mesmo trabalho com seriedade e compromisso”, afirmou. Sobre possíveis conflitos com o DEM local, Ricardo afirmou que não existem divergências, mas há um disputa interna por espaços,” É natural na política que aconteçam essas disputas internas, mas não tenho nenhum tipo de conflito com o DEM local”.

 

Saúde – O pré-candidato apresentou propostas para a Saúde, “Temos problemas gritantes na saúde, mesmo sabendo dos esforços do Governo Municipal, mas temos que ampliar a rede de atendimento, melhorar a infraestrutura, investir no saneamento básico e nos esforçar para criar Centros de especialidades nos Bairros. Precisamos reforçar a tenção básica, se preocupar com a Urgência e emergência e dar atenção às consultas e exames especializados. Temos uma carência de profissionais da medicina na região”. Sobre o HDAM, Ricardo afirma que o Hospital deve ser mantido até a construção de um novo e para isso o próximo Governo deve se esforçar em cobrar do Governo Federal, “Já está lá no PPA do Governo Federal a verba para a construção de um novo hospital, precisamos cobrar. Depois, o Governo Estadual em parceria com o Município se encarregarão de gerir”.

 

Plano Diretor e Potencialidades- Ricardo não fez críticas aos ex-prefeitos, afirmou que cada um teve o seu mérito e defeito. Falou sobre o cooperativismo e associativismo como atividades importantes para o cenário social e econômico, e sugeriu um levantamento sobre as potencialidades da cidade, “ Precisamos saber a nossa real vocação, qual a nossa real potencialidade, e projetar a cidade para receber investimentos”. Sobre o Plano Diretor, Ricardo afirmou que já cobrou do Poder Público a analise e possível revisão, “ Não existe nenhuma possibilidade de criar projetos viáveis ou investir em  uma cidade que não tem planejamento. O Plano Diretor é uma ferramenta importante para o desenvolvimento e é lei. Em 2007 se gastou aproximadamente 27 mil reais na revisão do Plano e até agora nada foi executado”, lamentou.

 

Distritos – Quando questionado sobre os distritos e os investimentos para as localidades, o pré-candidato foi enfático, “ Não faço uma divisão entre distritos e sede. Igara é Bonfim, Missão é Bonfim, Quicé, Tijuaçu, Carrapichel também. O Prefeito deve olhar a cidade como um todo, sem divisões geográficas sem predileções políticas. Precisamos buscar melhorias locais pensando em todos. A cidade é um organismo. Igara pode ser um centro de cursos profissionalizantes, Missão pela riqueza cultural, pode ser um ponto turístico com referência estadual, Quicé já demonstra a sua capacidade na produção do leite e derivados, precisamos estimular mais, investir mais. Tijuaçu da mesma forma, o mesmo para o Carrapichel”.

 

Emprego e Renda – Ricardo propôs a ampliação do comércio, “ Investir nos bairros, torná-los economicamente independentes, isso amplia comércio e desafoga o centro, melhora o fluxo, aumenta a distribuição de renda e a geração de emprego. Para isso, o Governo Municipal deve melhorar a infraestrutura e atrair investimentos para as zonas com maior densidade e potencialidade. Comerciantes locais poderão ampliar a sua rede, melhorar a distribuição de produtos, fortalecer a oferta de serviços e estimular o empreendedorismo”.

 

Outras soluções – Ricardo falou sobre investimentos na cultura e em outras áreas, a preocupação com a preservação do meio ambiente, da mobilidade urbana, o reforço na imagem da cidade, o fortalecimento do São João e finalizou analisando os procedimentos internos para uma boa gerência da cidade em um contexto moderno, “ Seguir o que a lei determina, Fazer uma gestão sem amarras políticas. Enxugar a máquina. Colocar pessoas técnicas para executar as suas funções nas Secretarias, pessoas que acordem pensando em soluções para a cidade e durmam pensando nelas. Criar um departamento de projetos para captação de recursos externos. Planejar a cidade. A classe política está desmoralizada e a gestão moderna não permite mais o uso da Prefeitura como trampolim político”, finalizou.