O período de estiagem, o maior dos últimos 30 anos, que castiga a região Nordeste do país, tem causado prejuízos imensuráveis à população jaguarariense. No intuito de discutir propostas que possam reduzir os efeitos da estiagem em neste município, a Central das Associações do Território do Piemonte Norte do itapicuru (CEATI), o Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (SINTRAF), o Centro de Cultura da Paróquia de Jaguarari, Igrejas, Poderes Legislativo, Judiciário, Ministério Pública, órgãos governamentais, Instituições de Ensino, representantes de diversas entidades e da sociedade civil, em parceria com a Prefeitura de Jaguarari, realizaram Audiência Pública, ocorrida na manhã de terça-feira, 24/04, no Centro Catequético Pastoral, na qual se discutiu e planejou ações de enfrentamento dos efeitos da seca.

Durante a audiência, a Secretária de Agricultura do Município, Cristiane Maria, expôs as ações adotadas pelo governo municipal para manter o abastecimento de água humano e animal, e disse ser necessário “união na busca de alternativas” para minorar os prejuízos provocados pala longa estiagem. Além disso, salientou que o abastecimento de água da Sede e do interior têm sido feitos de maneira substancial, por meio de dez caminhões-pipa. Comentou ainda sobre recursos assegurados via governo do estado, por intermédio da CORDEC. Outra medida lembrada foi a limpeza de cerca 85 aguadas nas comunidades, além da perfuração de poços artesianos e construções e ampliações de adutoras;

O Prefeito Antônio Nascimento disse que “a seca vai acontecer sempre”.  Por isso, acrescentou ser preciso o desenvolvimento de políticas públicas que diminuam seus efeitos. Porém, destacou que há décadas Jaguarari não dispunha de políticas de prevenção aos efeitos da seca, o que mudou a partir da atuação desta gestão. E aproveitou para lamentar procedimentos de agressão ao meio ambiente, que segundo ele, têm grande parcela de culpa nessa situação; e destacou duas prioridades para o momento: assegurar água e comida para consumo humano e animal.

Antônio se comprometeu a investir mensalmente R$ 80 mil, para atender famílias em situação de vulnerabilidade, mediante cadastramento, e afirmou que se empenhará para canalizar recursos a fim de aumentar o número de cestas básicas à população carente.  Continuando, declarou que Jaguarari já decretou estado de emergência, o que facilitará o repasse de recursos federais para o combate à seca. Além disso, a construção de cisternas junto a CODEVASF e a liberação de mais R$ 90 mil para a construção de aguadas, outras seis novas barragens no custo médio de R$ 40 mil cada, devem reduzir os efeitos da estiagem.

Medidas já adotadas também forma citadas pelo Prefeito, a exemplo de perfurações de poços artesianos, construções e ampliações de adutoras, rebatendo assim, comentários da imprensa local, que segundo o prefeito, esconde os fatos por trabalhar por fins eleitoreiros.

Sobre a água do São Francisco, o Prefeito destacou que o custo de R$ 16 milhões orçados para a obra, poderia ser viabilizado, mas que devido às condições geográficas de desnível, o bombeamento exigiria muita energia, e técnicos da CODEVASF entendem que o custo para a população seria muito alto. Por esta razão, o projeto torna-se inviável.

Quanto à água da adutora de Ponto Novo, seu Antônio relatou ter recebido a informação de engenheiros da EMBASA, segundo a qual, até o fim do mês de maio, a água daquela adutora estará abastecendo a Sede de Jaguarari. Também, a liberação de 6000m³ de água/dia, disponibilizada pela Mineração Caraíba, será mais um suporte utilizado para o abastecimento.

Após a Audiência Pública, o Prefeito Antônio Nascimento seguiu em viagem a Salvador, onde  assina convênio com o governo da estado, para a construção de barragens de médio porte no município.

Portal Jaguarari