O transporte das cestas básicas, que serão distribuídas entre os municípios baianos em situação de emergência por causa da estiagem, foi iniciado ontem. A definição da distribuição dos alimentos foi anunciada durante a reunião do Comitê Estadual para Ações Emergenciais de Combate aos Efeitos da Seca, realizada na última terça-feira, no auditório da Casa Civil.

As 4.630 cestas disponibilizadas pelo Ministério da Integração Nacional estão vindo de Minas Gerais e as cinco mil do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome são procedentes do Rio Grande do Norte. Os alimentos vão para cinco centrais de distribuição na Bahia, localizadas em Feira de Santana, Irecê, Vitória da Conquista, Senhor do Bonfim e Ribeira do Pombal.

Critérios – A Secretaria de Relações Institucionais (Serin) entrará em contato com as prefeituras em situação de emergência que não possuem unidade da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal) para que cada prefeito procure o centro de distribuição mais próximo e retire as cestas destinadas ao seu município. O Governo do Estado, por meio da Coordenação Estadual de Defesa Civil (Cordec), seguiu critérios socioeconômicos na definição da quantidade de cestas que cada município irá retirar.

Já nos municípios onde há unidade da Ebal, as prefeituras vão distribuir vales-cesta para as famílias mais necessitadas. Com investimento de R$ 8,4 milhões, custeados pelo Ministério da Integração Nacional, serão disponibilizados aproximadamente 130 mil vales.

Arroz e feijão – O secretário da Casa Civil e coordenador do comitê, Rui Costa, afirmou que em todo o processo de distribuição de alimentos a participação da sociedade civil organizada deve ser assegurada. “É importante que os conselhos municipais participem da organização logística em parceria com as prefeituras”, disse durante a reunião do comitê.

Estão liberadas duas mil toneladas de feijão disponibilizadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). As prefeituras devem buscar o alimento armazenado nos depósitos de Irecê e de Ribeira do Pombal. Já o arroz (mil toneladas), que está em Tocantins, deve chegar à Bahia na próxima semana. O comitê está traçando a melhor logística para buscar e distribuir os alimentos.

Após a discussão sobre as ações de assistência voltadas para a alimentação, o comitê pautou, mais uma vez, a situação da infraestrutura hídrica na Bahia e as ações de fiscalização nos rios que cortam o estado.