Teixeira Duarte acautelou os seus interesses quando saiu da Cimpor: em caso de desmembramento, pode recomprar a posição ou ficar com três fábricas.

 

A Teixeira Duarte terá uma palavra a dizer em caso de desmembramento da Cimpor, uma vez que o acordo celebrado no ano passado lhe dá direito a recomprar a sua posição histórica de 22,45% na cimenteira. Em Março de 2010, a Teixeira Duarte alienou a participação na Cimpor à Camargo por mil milhões de euros. No acordo então celebrado, os brasileiros comprometeram-se a revender esta participação à empresa liderada por Pedro Maria Teixeira Duarte, caso a Cimpor, no prazo de dois anos (ou seja, até Março), venda à Camargo activos no valor de 1,5 mil milhões de euros. Ou seja, se a Votorantim e a Camargo passarem a controlar a Cimpor e, por essa via, procederem ao seu desmembramento, terão de revender à Teixeira Duarte 22,45% do capital, por mil milhões de euros.

Numa outra cláusula, esta sem data limite, o acordo prevê que, caso a Camargo adquira o controlo da Cimpor, a construtora poderá comprar três das principais fábricas da cimenteira, a um preço a fixar por bancos de investimento internacionais: Alhandra (Portugal), Cezarina e Campo Formoso (Brasil). Desta forma, a Teixeira Duarte ficará com uma Cimpor em pequena escala, regressando em força a uma empresa cuja gestão dominou durante décadas.

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Brasilocal.com

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