Os servidores da Prefeitura de Filadélfia  paralisaram as suas atividades nesta quinta-feira, (20). A paralisação de 24 horas foi decidida depois que o Sindicato encaminhou vários ofícios á prefeitura, como também cobrou pessoalmente e por telefone e não foi atendido.

Em nota, o Sindicado dos Servidores da Prefeitura Municipal de Filadélfia informou que “a manifestação tem o objetivo de cobrar o cumprimento dos acordos pois até agora houve a ausência de negociação até a presente data, da Pauta de Reivindicações inerente a Data-Base 2011(mês de janeiro).

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SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE FILADÉLFIA/BA – SISEF-BA, vem através deste esclarecer a todos que, diante da insensibilidade do nosso atual gestor que costumeiramente se omite de negociar os reajustes previstos em lei, nós, servidores municipais, nos vimos obrigados mais uma vez  a promover uma paralisação de advertência no intuito de “despertar” o serôdio prefeito para a realidade do novo século, onde a informação desfaz as imposições, a corrupção e o não cumprimento da lei,  sendo por isso, imprescindível o diálogo e a negociação.
           Lembramos que são legítimos e saudáveis os atos de protestos nas ruas contra quaisquer desmandos governamental em qualquer esfera: federal , estadual ou municipal. Essas manifestações são deveres de todos e não apenas dos servidores, pois, não pode haver cidadania sem participação política e sindical. Onde, enfim, o individualismo aliena as pessoas, inclusive, aquelas que educam o povo.
           Conta-se que alguns milênios atrás, quando o gelo cobria grande parte do globo terrestre, uma manada de porcos-espinhos conseguiu sobreviver ao contrário de muitos animais que desapareceram por não resistir ao frio. Esses porcos-espinhos passaram a morar em uma caverna e para se proteger encostavam-se uns nos outros esquentando-se mutuamente. O tempo passou e a manada cresceu, tornou-se mais numerosa e com melhores condições de enfrentar aqueles animais que eram mais ferozes e fortes e dos quais antes fugiam. Assim, a cada novo inverno os porcos-espinhos se achavam mais unidos, mais protegidos e resistentes. Entretanto, de repente, passaram a se esquecer da proteção e do calor que recebiam dos outros. Começaram a reclamar dos companheiros, dos espinhos e das feridas que nasciam por viverem tão próximos. Esqueceram, enfim, do rigor do inverno e se separaram. A princípio, tiveram uma agradável sensação de alivio e de liberdade por não ter mais que suportar os dolorosos espinhos dos companheiros. Estavam livres dos sofrimentos!
           Contudo, a sensação de liberdade pouco durou, porque isolados passaram a morrer de frio, absolutamente congelados. Seu número diminuía continuamente. Então, alguns sobreviventes perceberam que também morreriam se não voltassem a se protegerem uns aos outros. Por isso, quando começou o novo inverno voltaram à antiga caverna e procuraram ficar próximos dos demais, mas só o suficiente para se esquentar, evitando assim aproximações que pudessem causar novos ferimentos. Desse modo, descobriram que a convivência impunha-lhes limitações e dificuldades, mas, somente dessa maneira tinham condições de sobreviver. Puderam, portanto, atravessar a era do gelo, enquanto que outras espécies de animais desapareceram vitimados pelo frio.
           A nossa atual era do gelo é marcada pela corrupção e/ou descaso dos políticos e pelo silêncio do povo. Hoje fugimos dos espinhos da verdade, da luta e da ética, preferindo a falsa liberdade do comodismo e do individualismo alimentados pelo nosso silêncio. Por essa razão, o frio da indiferença dos nossos políticos vai exterminando o sonho de muitos profissionais que são perseguidos, pouco valorizados e até mesmo ridicularizados por não fazerem parte do mundo de aparências da política assistencialista e paternalista que impera em nosso município.
           É preciso, urgentemente, aquecer a nossa consciência junto ao companheiro de profissão pela defesa da legalidade dos nossos direitos para que, então, como bons porcos-espinhos possamos afugentar os “animais ferozes” antes por nós temidos.
                                                                    
    GRATOS PELA PARTICIPAÇÃO E COMPREENÇÃO DE TODOS!

Fonte: Filadelfia em Noticias